4 de outubro de 2004

NO BUDGETS

Defendo há vários anos a necessidade da produção independente de filmes. Quando eu digo "independente", quero dizer Low budget ou até mesmo NO budgets filmes. Com o aperfeiçoamento do vídeo digital (chamo a atenção dos mais ambiciosos para a chegada do novo modelo da Sony - como não me pagam para isto, imagino que outras marcas também lancem modelos - de Alta-Definição (HD) em tamanho compacto) e com a vulgarização da edição de filmes em computadores a 7a arte ficou de facto... ao alcance dos artistas. Não só dos pseudo,como até dos verdadeiros. Aqueles de quem desconhecemos o nome. Por agora.
O subsídio de filmes criou em Portugal não só resmas de bluffs a quem chamamos "cineastas", como tem alimentado alguns (muito poucos) tubarões. Gente interessada em que nada mude enquanto os ventos lhe soprarem de feição. Tudo lhes serve: amigos colocados nos júris dos concursos, jornalistas que escrevam em diários, controlo de salas de exibição, etc, etc.
Para romper este ciclo só há uma possibilidade honesta: fazer a custo zero. Unir esforços de actores, realizadores, pós-produtores. Criar mecanismos de distribuição e exibição alternativos.
E assim, trazer ao de cima um cinema que tem sido esmagado e menosprezado por toda uma (com resquícios na actual) geração de agentes cinematográficos.
Ia falar da produção de Balas e Bolinhos, em exibição em pelo menos 2 cinemas e feito com o esforço e entusiasmo de uma equipa do norte. Tem o Fernando Rocha no elenco, o que vai retardar a minha ida à sala. Mas quando vir, logo direi o que me pareceu. Uma coisa será certa, pior do tanta e tanta coisa a 130.000 contos, cada, que temos visto nos últimos anos, não será...

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